terça-feira, 29 de junho de 2010

Integridade


Conta-se a história de um Pai que, certa vez, levou os Filhos a jogar mini-golfe.
Dirigiu-se à bilheteira e perguntou: "Quanto custa a entrada?". O jovem funcionário respondeu:"3 dólares para si e 3 dólares para algum dos seus filhos se tiver mais de 6 anos de idade. Até aos 6 anos a entrada é gratuita. Que idade têm as crianças?". O Pai respondeu: "Este tem 3 anos, e o outro tem 7, por isso tenho de lhe pagar 6 dólares.".
Na bilheteira, o jovem retrucou: "O senhor deve ter ganho a lotaria ou coisa assim... Poderia ter poupado 3 dólares se me tivesse dito que o mais velho tinha 6 anos. Eu não teria notado a diferença". O Pai respondeu: "Sim, isso talvez fosse verdade... mas os meus Filhos iriam notar a diferença...".

(adaptado de: Steve Higginbotham)




segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aos navegantes...


Sim, amigos, essa aí em baixo é mesmo a minha barrigota... eheheh!

E sim, um dos objectivos deste blog é mesmo partilhar esta experiência... portanto, "be my guest", é claro que podem dizer o que vos vai na alma! ;)


sexta-feira, 18 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gostos...


Eu nunca gostei lá muito de cerejas.
Nem de muitas outras frutas.
Nem muito de legumes.

Mas se eu conseguisse explicar como me sabe agora uma taça fresca e luminosa de cerejas suculentas, então eu seria também capaz de explicar a que sabem as manhãs quentes, a que sabem os beijos do meu amor, e as brisas que só existem na minha cidade durante o mês de Junho. A que sabe ver o mar, quando estou triste ou desanimada, a que sabe um abraço ou uma palavra amiga, a que sabe o cheiro das minhas memórias felizes.

As cerejas agora são-me doces. Mesmo quando não o são por inteiro. Como a Vida.

[imagem retirada da internet]

terça-feira, 8 de junho de 2010

Olhar vs Ver

Mais um dia de trabalho. Hoje começou no Tribunal de Família e Menores. Mais do mesmo... mas a mim dói-me sempre ver certas coisas.

Que os adultos não se entendam, já sabemos que não é difícil. Que os adultos deixem de se entender, também não... Mas que as Crianças paguem essa "factura" para além do que já é supostamente inevitável, é que me parece ainda e sempre uma barbaridade.

Podem estar a acontecer mil coisas naquele espaço (frio), mas não consigo abstrair-me da reacção dos Miúdos. Eles gravam tudo, mesmo quando parecem entretidos a rabiscar uma folha a lápis de cor. Eles despem a "capa" dos adultos, e lêem-lhes nas entrelinhas com uma rectidão de fazer inveja a qualquer Juiz. Eles podem não entender dos papéis, mas compreendem sentimentos.

Não sou impermeável a tudo isso... Mesmo com "vitórias" no bolso, trago sempre um amargo de boca, por uma inocência que se desflora ali. Ossos do ofício? Acho que não, necessariamente. Por vezes os adultos é que embrutecem demasiado o que já por si é delicado e merece redobrada atenção. Se dava jeito contornar mentalmente a situação? Talvez desse... mas eu recuso-me a só olhar e não ver.

[e no meio disto tudo, lembro-me de uma música... chamada "To Build A Home"...]