quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gostos...


Eu nunca gostei lá muito de cerejas.
Nem de muitas outras frutas.
Nem muito de legumes.

Mas se eu conseguisse explicar como me sabe agora uma taça fresca e luminosa de cerejas suculentas, então eu seria também capaz de explicar a que sabem as manhãs quentes, a que sabem os beijos do meu amor, e as brisas que só existem na minha cidade durante o mês de Junho. A que sabe ver o mar, quando estou triste ou desanimada, a que sabe um abraço ou uma palavra amiga, a que sabe o cheiro das minhas memórias felizes.

As cerejas agora são-me doces. Mesmo quando não o são por inteiro. Como a Vida.

[imagem retirada da internet]

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