
Eu nunca gostei lá muito de cerejas.
Nem de muitas outras frutas.
Nem muito de legumes.
Mas se eu conseguisse explicar como me sabe agora uma taça fresca e luminosa de cerejas suculentas, então eu seria também capaz de explicar a que sabem as manhãs quentes, a que sabem os beijos do meu amor, e as brisas que só existem na minha cidade durante o mês de Junho. A que sabe ver o mar, quando estou triste ou desanimada, a que sabe um abraço ou uma palavra amiga, a que sabe o cheiro das minhas memórias felizes.
As cerejas agora são-me doces. Mesmo quando não o são por inteiro. Como a Vida.
[imagem retirada da internet]
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