
As semanas avançam... e com elas a expectativa! E os receios, e as dúvidas, e os sonhos, e os nervos!! Afinal, o grande dia já não está assim tão longe...
Nunca fui a melhor das pessoas a lidar com "datas marcadas" porque sofro sempre por antecipação. Muito! Até sou muito paciente em relação a muitas coisas, mas a minha impaciência também é imprevisível e caprichosa. Vendo as folhas do calendário a passar, sou tomada pelo desejo de antecipar o momento (como se dependesse de mim... enfim...). Sintoma, pelo que percebi do contacto com outras Mamãs, comum a todas as gravidíssimas!!!
No início, queria que a barriga crescesse muito e rapidamente. Sentia-me já tão diferente!..., mas o corpo metamorfoseava-se por fora a um ritmo nem sempre facilmente perceptível aos outros. É uma fase "confusa": estamos grávidas, sentimo-nos grávidas, somos grávidas... mas temos de dar tempo ao tempo.
Depois, a barriga começa a aumentar de semana para semana de forma bem visível... e agora já dou por mim a querer fazer um determinado número de tarefas e a não conseguir.
As malas (melhor dizendo, o seu conteúdo) estão praticamente prontas. O quarto do Bebé também (eu sou suspeita... mas acho que está ternurento...). Tarefa um pouco mais árdua é ordenar os milhares de pensamentos cá dentro.
É curioso que toda a gente nos fala de como vai mudar a (minha/nossa) Vida. Ou seja, toda a gente nos fala do óbvio... como se alguém que se sente um "Transformer", tal a quantidade de modificações que vão entretanto já ocorrendo, não tivesse dado por ela! Mas ninguém nos fala do que não muda. Ou do que é suposto não mudar. Ou do que eu gostaria que não mudasse. Eu até compreendo o porquê de isso passar para "segundo plano"... mas isto é como quem chega a casa depois de andar horas a fio a desfilar com os novíssimos sapatos de tacão alto: também sabe bem descansar metendo os pézinhos dentro dos chinelos de sempre.
Bebé, isto agora cá para nós: que o nosso Lar continue a ser o nosso porto seguro; que o Amor continue a ser o nosso oxigénio; que a Harmonia continue a ser a nossa música de fundo. Mude-se o que é de mudar, e mantenha-se o que é de manter. Isto tudo parece muito óbvio, mas à conta dos óbvios é que, por vezes, fica muito por fazer e dizer...
[imagem retirada da internet]
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